IGREJA MATRIZ de NOSSA SENHORA
DO
ROSÁRIO DOS BRANCOS
A igreja Matriz de Nossa
Senhora do Rosário dos Homens Brancos sofreu diversas
interferências, dentre elas a construção de seus dois
corredores que datam da segunda metade do século XVIII. O
acesso à nave é feito através de três portas principais
almofadadas, com vergas em arco de círculo, assim como as três
janelas do coro, guarnecidas por balaústres. Tudo arrematado
por uma cornija em arco e óculo vazado logo acima da janela
central. O frontão vazado por nicho com imagem apresenta
cornija de linhas curvas, e maias, pináculos, acrotério e
cruz. Das duas torres originalmente projetadas, apenas a do
Evangelho foi concluída, à semelhança da Igreja de Nossa
Senhora do rosário dos Homens Pretos da mesma cidade. É a
torre sineira arrematada por bulbo de arestas e pináculos,
tendo no seu corpo, além da janela sineira, um relógio
circular. Tanto o campanário como a torre oposta, inacabada,
têm porta e janela iguais às suas congêneres da fachada
principal. Encontramos nessa igreja três sinos: um sino médio
com a inscrição Fundição de Luiz da Cruz Mesquita - Pernambuco
1890; Um sino grande fundido em Lisboa por Loize Domingues da
Costa, no ano de 1807 e um pequeno sem inscrição ou data.
Segundo Robert Smith, “o rococó subsistiu no Brasil
provavelmente mais tempo do que em qualquer outro país da
América, o frontispício da Igreja de Nossa Senhora do Rosário
de goiana, desenhado em 1835, observa o estilo rocaille”.
A nave tem o seu teto plano decorado por frisos, e sofreu
alterações na sua forma original, como a retirada das grades
de ferro, que limitavam seu espaço, e a demolição da coluna de
sustentação da viga mestra do coro. A decoração consta de
altares com imagens de mestre artesãos brasileiros dos séculos
XVII e XVIII. Destacando-se as imagens de Nossa Senhora do
Rosário, São Joaquim, São José, Nossa Senhora da Piedade, São
Sebastião, Santa Luzia, Senhor Morto e São Miguel.
Além de ricas imagens, há nesse templo duas pinturas: a
primeira, no altar do Santíssimo Sacramento, reproduz a cena
da Última Ceia; e a segunda, representando a crucificação do
Salvador, em nicho do altar da capela-mor. Iniciado em estilo
rococó, foi o altar concluído, posteriormente, no século XIX,
em estilo diferente, restando do projeto original a base sobre
a qual se assenta o atual. Além do nicho da pintura, contém o
altar-mor mais três imagens em seus respectivos nichos.
Para essa igreja foram trazidos, em 1870, os restos mortais do
mestre-de-campo André Vidal de Negreiros, que até então se
encontravam na capelinha de Santo Antônio do engenho Novo de
Goiana. Estes, por sua vez, foram posteriormente transferidos
para a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, nos Montes
Guararapes, onde hoje se encontram ao lado dos restos mortais
do mestre-de-campo João Fernandes Vieira, ambos figuras de
maior representação no movimento da insurreição Pernambucana
(1645-1654), quando das guerras contra os holandeses.
Capela de Santo Antonio
Teve sua construção
iniciada no final do século XVI, já sofreu diversas
transformações internas e externas, exibindo atualmente aspectos
da reforma de 1654 em estilo gótico, um movimento arquitetônico
nascido na França no século XII, sob forte influencia mulçumana.
Sua última restauração foi concluída no dia 13 de junho de 2001.
IGREJA NOSSA SENHORA DAS
MARAVILHAS
Construída
provavelmente na segunda metade do século XX, com três
fachadas e três portas para acesso a seu interior.
É uma curiosidade que tem despertado a atenção do visitante
que aqui chega para conhecer um pouco da história do apogeu de
Goiana, na época do Brasil colônia e encontra uma igreja
tipicamente germânica, no mais autêntico estilo enxaimel, um
tipo de construção bastante comum nas áreas rurais da
Alemanha, usada como proteção para evitar a concentração de
neve no telhado.
Esse tipo de construção chegou ao Brasil,no dia 02 de setembro
de 1850, trazida pelo alemão Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau,
no inicio da colonização do Vale do Itajaí, no estado de Santa
Catarina.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
No lugar de uma pequena capela que ali existia no século XVI,
foi construída a atua igreja no final do século XVII, em estilo
barroco autentico, provavelmente pelos negros escravos de
Goiana. Uma inscrição com a data de 1836, na fachada da igreja,
indica algum evento comemorativo realizado naquele ano. No
passado, muitas manifestações religiosas e folclóricas eram
realizadas em frente à igreja. Uma das mais concorridas era a
festa de São Benedito, que apresentava folguedos, teatrinhos e,
especialmente, a Congada, uma festa com danças e conatos de
origem africana, onde os negros comemoravam a coroação de um Rei
do Congo. A igreja teve sua última restauração concluída no
século passado, no dia 13 de Maio de 2000. é onde atualmente
funciona o Museu de Arte Sacra. Situa-se à Rua do Rosário.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
e o Convento de Santo Alberto
O Cruzeiro foi construído
em 1719, por religiosos portugueses. É considerado a mais bela
obra em cantaria da América Latina. O convento Carmelita e sua
Igreja Conventual foram fundados em 1666, em homenagem a Frei
Alberto do Espírito Santo. O primitivo convento permaneceu até
28 de novembro 1679, quando foi lançada a pedra fundamental do
atual, pelo General André de Vidal de Negreiros, herói da
Restauração Pernambucana. Seu conjunto em estilo barroco, também
apresenta características da arquitetura árabe, com seus traços
leves e simétricos, percebidos principalmente na torre. Destaque
especial para o hall de entrada do convento ricamente entalhado
e com pinturas. Possui imagens em madeira de lei dos séculos XVI
e XVII e uma capelinha dedicada a Bom Jesus dos Passos com a
imagem de Nossa Senhora da Soledade. Situa-se na Praça Frei
Caneca.
Igreja de
Santa Tereza da Ordem Secular do Carmo
Foi construída em 1753 pelos irmãos da
Ordem Terceira do Carmo. Seu estilo é barroco, e integra o
conjunto carmelita dentro do núcleo histórico de Goiana. Na
parte superior da fachada, há um brasão da Ordem Carmelita.
Não tem torre sineira. O seu interior tem nave única, com
quatro altares laterais e seis nichos com imagens de santos.
Possui dos púlpitos em ferro. Não abre para visitação. Apenas
uma vez por mês, abre para realização de missa, em data móvel,
ou quando ocorre reunião dos religiosos da Ordem Terceira.
Situa-se na Praça Frei Caneca.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
do Amparo dos Homens Pardos
Foi construída no ano de
1681, restaurada em 1870. no altar-mor, a imagem de Nossa
Senhora do Amparo foi um presente da Princesa Isabel. Existe
também a lápide do tumulo de Jerônimo de Albuquerque, um herói
pernambucano e de sua mulher. É onde se encontra um dos mais
belos, raros e centenários acervos de imagens antigas e objetos
de culto, sendo muitas das peças obras dos séculos XVI, XVII,
XVIII e XIX. A igreja encontra-se atualmente em restauração e o
seu Museu de Arte Sacra está funcionando temporariamente na
Igreja do Rosário dos Homens Pretos. Situa-se na Paca da
Bandeira, s/n.
Igreja de Nossa Senhora dos Milagres da Santa Casa de
Misericórdia
Sua construção teve inicio em 22 de
setembro de 1722, e foi concluída em 18 de junho de 1726, em
estilo barroco maneirista. Sofreu incêndio em 1880 e foi
restaurada no mesmo ano. Tem cinco imagens, quatro varandas,
dois altares e coro em madeira. No altar-mor está a imagem de
Nossa Senhora dos Milagres e na sacristia um lavado em pedra
de cantaria portuguesa. Na capela-mor estão as mãos do padre
Pedro de Souza Tenório, mártir da revolução pernambucana de
1817. anexo à Igreja foi construído o primeiro hospital de
Goiana, o hospital da Santa Casa de Misericórdia, que
funcionou de 1759 a 1931. situa-se na Rua da Misericórdia.
Igreja de Nossa
Senhora da Conceição
Foi construída no ano de 1807 em estilo
barroco. A torre é dividida por cimalha e tem abaixo janela.
Seu interior é composto de uma nave única e apenas um corredor
lateral. Tem coro em madeira,seis varandas na nave, dois
púlpitos e dois altares laterais. No altar-mor, no nicho
superior está uma imagem do Cristo e no nicho inferior a
imagem de Nossa Senhora da Conceição em talha de madeira. O
altar-mor é todo em madeira nas cores branca e azul. Possui
dois altares laterais. Situa-se na Rua d Conceição.
Convento e
Igreja de Nossa Senhora da Soledade
O convento foi construído por Frei
Caetano Missionário Capuchinho. Seu estilo é uma transição do
barroco para o maneirista. Sua fachada é composta por três
portas, sendo uma nave e duas de corredores laterais para
acesso ao convento. No seu interior há três altares laterais
com nichos e santos. No altar-mor, a imagem de Nossa Senhora
da Soledade. Possui como raridade uma roda de coletar esmola,
que servia na época para receber crianças órfãs e enjeitadas.
Possui também três imagens de madeira, todas brasileiras do
século XVIII. Anexo à igreja, funciona o abrigo São José para
idosos, fundado em 5 de agosto de 196, por Frei Tarcisio de
arruda Fontes. Situa-se na Rua da Soledade.
IGREJA DE SÃO
LOURENÇO
Essa Igreja apresenta
características da arquitetura jesuítica, como aliás acontecia
com as igrejas construídas no início da colonização. Não se tem
definição da data exata de sua construção, mas existem indícios
que remonta a meados do século XVI. Com segurança, sabe-se que,
em 1630 ela já existia.
Possui frontispício
formado por frontão triangular, com óculo no centro, arrematado
por cruz no alto, e pináculos nas extremidades. Não possui
torres, porém apresenta uma sineira do tipo "espadana", que
comporta dois sinos.
A disposição dos vãos da
fachada principal é bastante comum a este estilo simples de
construção: porta central que dá acesso à nave, ladeada por duas
janelas rasgadas ao nível do coro. Acima da porta central,
existe um nicho vazado.
O partido de planta é retangular e
compreende: nave, coro, capela mor, capelas laterais,
sacristia em dois níveis, e um ambiente por trás do altar, que
se repete no primeiro pavimento.
Alguns elementos internos
foram modificados, os altares originais e a escada de acesso ao
coro substituídos, e um dos púlpitos, retirado.
Possui vários elementos em
cantaria, como os cunhais, as vergas e cercaduras dos vãos, a
cimalha real, o arco cruzeiro, os arcos das capelas laterais, o
lavatório da sacristia, entre outros.
A coberta se desenvolve em
duas águas, em diferentes níveis, apresentando beiral em
tríplice telha no trecho correspondente à nave, e beira e bica,
nos demais.
A Igreja, uma das mais
antigas de Pernambuco, apesar do péssimo estado de conservação,
guarda intactas suas principais características originais,
destacando-se pela simplicidade e austeridade de suas linhas
construtivas. Foi tombada pelo Estado através do Decreto nº
17.563 de 02 de junho de 1994.